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Como Calcular a Correlação entre Ativos?

Em um artigo passado, vimos a importância da correlação entre ativos, concluindo que, quanto menor é a correlação entre dois ativos, maior será o benefício da diversificação, obtendo um menor risco para sua carteira.

Como inovar a análise de correlações? Calcular a correlação entre ativos não é uma tarefa difícil para quem já está acostumado a utilizar planilhas no Excel. Basta utilizar a fórmula “correl” e selecionar o retorno de dois ativos desejados. Não queria apenas “reinventar a roda”. Gostaria de trazer algo novo.

Indo além de uma simples fórmula. É com este intuito que disponibilizo a planilha ensinando a montar uma matriz de correlação entre vários ativos, a destacar correlações negativas (pintando a célula de vermelho) e ainda a utilizar fórmulas para reconhecer quais são as 5 maiores e 5 menores correlações dentro da matriz de correlações.

Para deixar a planilha ainda mais completa, coloquei o retorno mensal dos seguintes ativos no período de janeiro/2007 até julho/2010:

1. IPCA | 2. CDI | 3. Dólar | 4. Euro | 5. Ouro | 6. Ibovespa | 7. SMLL

Os benefícios da planilha. Com esta planilha você será capaz de calcular a correlação entre diversos ativos de forma simples, rápida e eficaz, sabendo exatamente quais são os números que você deve prestar atenção para melhorar a diversificação de seu portfólio através de correlações negativas e evitar a sobreposição (overlaping) entre ativos com alta correlação, o que resultaria em um aumento de custos através da aquisição de novos ativos sem o mesmo poder de correlação.

Todas as intruções sobre como utilizar a planilha estão dentro dela própria. Qualquer tipo de dúvida deixe sua opinião na caixa de comentários ao final deste post.

Faça o download da planilha HC Investimentos – Como calcular o Risco (Volatilidade) de um Investimento

Clique para baixar (Excel 2007)

Acompanhe o site HC Investimentos em diversas mídias sociais:



Carteira HC Investimentos – Junho/2010 [-0,07%]

O índice bovespa já acumula uma perda de -11,17% neste ano de 2010. Se você está vendo seu capital diminuindo e sente-se desconfortável com a magnitude da perda, o site HC Investimentos é o local correto para você conhecer mais sobre uma estratégia pessoal de gestão de investimentos,  acumulando e preservando o seu tão suado dinheiro.

A carteira HC Investimentos, ao contrário da bolsa brasileira, acumula um ganho de 4,03% no ano. Acompanhe-nos neste artigo para descobrir mais sobre como obter sucesso em mercados difíceis e voláteis.

Seja seu próprio Fundo de Investimentos. A alocação de ativos é a maneira com a qual você distribui seus investimentos em sua carteira. É ela quem definirá o sucesso ou fracasso de suas aplicações. Portanto, tenha em mente uma estratégia bem definida do quanto se posicionar em cada ativo e classe de ativos.

  • O mês de Junho/2010

No mês de junho, o CDI teve uma rentabilidade de 0,79%. Já o índice bovespa teve uma rentabilidade de -3,35%, o que corroborou para uma rentabilidade líquida da carteira HC Investimentos de -0,07%.

Mês difícil, excelente gestão de carteira. Embora um resultado negativo (mesmo que tão pequeno quanto -0,07%) nunca seja de fato bom, ele foi comemorado por minha parte, já que diversos fatores apontavam para perdas bem maiores neste mês. A regra número 1 dos investimentos pôde ser aplicada em junho: Preserve seu capital.

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Investindo em Fundos de Investimentos Imobiliários (FII): Parte IV

Vimos na parte III da série sobre Fundos de Investimentos Imobiliários a correlação entre diversos FII.  Além disto, criamos um Índice FII para servir como um parâmetro representativo para os FII. Devemos lembrar que cada FII teve a mesma participação no Índice.

Concluímos no artigo que a diversificação entre os FII é fundamental para a redução do risco incorrido. Devido à uma baixa correlação entre os diversos FII, conseguimos reduzir a volatilidade entre eles na ordem de mais de 50%, ou seja, a volatilidade foi reduzida além da metade.

A proposta desta parte IV é analisar como o Índice FII irá se comportar perante os demais ativos. Os 8 ativos analisados serão: (1) LFT; (2) LTN; (3) NTN-BP 15; (4) Dólar; (5) Euro; (6) Ouro; (7) Ibov e (8) Smal11.

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Investindo em Fundos de Investimentos Imobiliários (FII): Parte III

Na parte II vimos o retorno e a volatilidade dos FII no período de janeiro de 2008 até setembro de 2009. Neste novo artigo estaremos nos aprofundando na análise atavés da observação do comportamento da correlação dos FII.

Começaremos então analisando os dados mensais dos FII e do Ibovespa para uma comparação inicial:

Dados Estatísticos dos FII

Dados Estatísticos dos FII

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Na tabela acima podemos ver que os retornos mensais de cada FII, além do retorno do ibovespa. Foram calculados os retornos anuais (12 meses), a volatilidade anual (12 meses) e a correlação média anual com o ibovespa. O mês de outubro foi destacado, período em que a bolsa teve rendimento de -24,80%.

Neste mesmo período, dos 11 FII analisados 5 tiveram retornos negativos com média de -4,84%. Os demais 6 FII performaram positivamente com média de 1,59%.

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Comparando Portfólios: Selic vs Dólar (parte III)

Chegamos ao último artigo da comparação entre dois tipos de portfólio: (a) Selic + Ibovespa (correlação neutra) e (b) Dólar + Ibovespa (correlação negativa). Vimos nos artigos anteriores [(parte I) e (parte II)] que não devemos escolher entre um portfólio ou outro apenas através da correlação que eles apresentam.

Observamos que, mesmo o portfólio composto por Selic e Ibovespa tendo uma correlação neutra (zero), ele foi capaz de performar melhor do que o portfólio composto por Dólar e Ibovespa, além de oferecer um risco menor, para a nossa surpresa.

Neste último artigo iremos focar nos mesmos portfólios, porém, através de períodos de análise diferentes. O período analisado será de janeiro de 2008 até setembro de 2009. Vamos analisar como os dois portfólios se comportaram neste novo período.

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Comparando Portfólios: Selic vs Dólar (parte II)

Na parte I tiramos importantes conclusões a respeito do retorno, risco e correlação entre os ativos e a importância do rebalanceamento do portfólio.

Concluimos que devemos analisar todos os fatores em conjunto, nunca olhando apenas para um fator isolado. Vimos também que o ato de rebalancear a carteira, embora não queira dizer que aumentará o retorno, ele é um excelente meio de reduzir o risco do portfólio.

Acredito ser importante dizer que rebalancear a carteira é uma forma de se apoiar na teoria da regressão à média. Ou seja, caso um ativo esteja tendo uma performance fantástica nos últimos anos ele provavelmente não irá apresentar a mesma proporção de ganhos no futuro, retornando para sua média histórica.

A teoria também implica no fato de que todos os ativos passam por momentos muito pessimistas (muito abaixo da média histórica)e muito otimistas (muito acima da média histórica), sendo necessário controlar o risco da carteira  (através do rebalanceamento) sempre que um ativo tiver um grande desvio percentual (ex. 20%) em relação ao seu percentual original.

No artigo passado, o período analisado compreendeu-se entre julho de 1994 e setembro de 2009. Agora, o foco estará no período de janeiro de 1999 até setembro de 2009. Vamos analisar como os dois portfólios se comportaram nesta novo período.

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Comparando Portfólios: Selic vs Dólar (parte I)

Quem acompanha meus artigos já está careca de saber que uma correlação negativa oferece maiores benefícios de diversificação do que uma correlação nula ou positiva. Entretanto, já deixei claro que a correlação sozinha não nos diz muita coisa. Também é preciso analisar o retorno e o risco dos ativos separados e em conjunto.

Um levantamento do autor do blog Investimentos e Finanças (espero que vocês também acompanhem!) no artigo passado me inspirou a escrever este.

O intuito do artigo será mostrar em 2 períodos diferentes (julho de 1994 e janeiro de 1999 até setembro de 2009) como alocações compostas de Ibovespa + (a) Selic ou (b) Dólar se comportaram. A idéia é tentar descobrir o impacto dos fatores: (a) retorno; (b) risco; (c) correlação; no portfólio.

Também estaremos avaliando os benefícios do rebalanceamento ao longo do tempo, testando diferentes abordagens. No caso, iremos testar o rebalanceamento através dos desvios percentuais e o não-rebalanceamento, ou seja, não mexer no portfólio. Para maiores detalhes sobre como rebalancear uma carteira veja um artigo passado aqui.

Começaremos então pelo período de julho de 1994 até setembro de 2009.

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