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Carteira HC Investimentos – Novembro/2010 [+0,78%]

Mais um mês positivo para a Carteira HC Investimentos! Mesmo com o Ibovespa apresentando uma queda de -4,20%, a Carteira teve uma rentabilidade de +0,78% no mês de novembro/2010, acumulando +11,78% no ano.

Este valor representa 135,91% da rentabilidade do CDI no mesmo período. Considero um ótimo resultado para um ano em que a Bolsa está com uma rentabilidade negativa de -1,43%.

Comparação de Rentabilidade

Os Fundos Multimercados que utilizo como benchamarks da eficiência de minha gestão tiveram mês razoável, ficando abaixo do CDI, com exceção do Verde da CSHG. Após este mês, apenas este fundo está acima do CDI.

Acompanhe no gráfico abaixo a evolução da rentabilidade acumulada da Carteira HC Investimentos e de seus benchmarks.

O excelente fundo Verde da Credit Suisse Hedging-Griffo teve novamente o melhor desempenho no mês [+2,19%]. É impressionante como este fundo apresenta ótimos resultados em momentos de stress no mercado. Estou curioso para ler o relatório do fundo para saber qual estratégia foi utilizada. Provavelmente alguma posição em dólar futuro ou opções em dólar que garantiu um bom hedge. Provável também que o resultado nas ações tenha sido bem melhor do que o Ibovespa. Resta aguardar…

Com esta ótima rentabilidade no mês, perdi a primeira colocação e estou 0,60% atrás deste fundo. Assim como foi o campeonato brasileiro, a decisão ficará para o último segundo.

É importante lembrar que o benchmark oficial sempre será o CDI, porém, ao adicionar os melhores fundos multimercados como comparação, traçamos um objetivo de se equiparar a indústria de fundos profissionais.

Que tal analisarmos em detalhes a Carteira HC Investimentos para compreendermos seu desempenho no mês e no ano?

Alocação Inicial | Novembro/2010

A alocação de uma carteira de investimentos é responsável por praticamente 90% de seus resultados no longo prazo. Portanto, mais importante do que market timing e a escolha de ativos (asset picking) é a alocação que você define para cada ativo de seu portfólio.

Caso deseje ver os detalhes de como chegamos à esta alocação veja os comentários que fiz sobre a alocação final no mês de outubro de 2010 sobre a Carteira HC Investimentos.

Rentabilidade dos ativos da Carteira no mês

Analisando a rentabilidade mensal de cada ativo podemos compreender o porquê do resultado de +0,78% da carteira HC Investimentos no mês. Em detalhes:

1. Renda-Fixa (+0,25%). A rápida subida dos juros futuros devido a uma preocupação com a crescente inflação foi responsável pelo baixo rendimento dos títulos prefixados (LTN 2012 e 2013) e indexados à inflação (NTN-BP 15),  já que um aumento nas taxas reflete menores preços. No geral, o resultado da carteira de Renda-Fixa, no valor de +0,25%, ficou abaixo da rentabilidade do CDI no mês, de 0,81%.

2. Fundos Imobiliários (+4,88%). A rentabilidade da carteira de Fundos Imobiliários ficou bem acima do CDI, com uma valorização de +4,88% contra 0,81% do CDI. Destaque para o Projeto Água Branca (FPAB11), que apresentou fortes ganhos de quase 10% no mês. A rentabilidade dos FII tem ajudado bastante a carteira nos momentos em que a bolsa apresentou um fraco desempenho, o que comprova que existe um bom poder de diversificação ao incluir FIIs na carteira.

3. Câmbio (+3,77%). A carteira de câmbio teve um desempenho positivo de +3,77%. Tal valor foi totalmente influenciado pela excelente rentabilidade do Ouro no mês [+6,88%], que em 2010 já está com uma rentabilidade em torno de 37%. Reforço minha tese de cautela em relação ao Ouro.

Hedge Ratio (120,71%). Observamos uma excelente proteção em relação à queda da bolsa neste mês. Com as ações apresentando uma rentabilidade de -3,12% e o câmbio apresentando uma rentabilidade de +3,77%, o hedge ratio observado foi de 120,71%.

Como calcular o hedge ratio? Basta dividir a rentabilidade do câmbio (3,77%) pelo inverso da rentabilidade das ações (3,12%), o que resulta em um valor de 120,71%. Este valor sinaliza o quanto conseguimos suplantar os rendimentos negativos da bolsa com os investimentos em câmbio (dólar e ouro).

Um hedge ratio de ou acima de 100% é conhecido como hedge perfeito, já que a carteira de câmbio consegue proteger toda a queda das ações no mês. Um ótimo exemplo pôde ser observado no mês de janeiro de 2010, quando a bolsa teve um rendimento de -4,65% e o Dólar de 7,67% e o Ouro de 6,45%.

4. Ações (-3,12%). A carteira de ações, composta pelo ETF PIBB11 e pela Petrobrás (PETR4), teve um desempenho  superior ao Ibovespa no mês, garantindo uma rentabilidade de -3,12% contra -4,20% do Ibovespa.

Operações realizadas durante o mês

Realizei apenas uma operação neste mês.

1. Venda de EURO11. O Fundo Imobiliário Europar foi meu primeiro investimento neste setor. Comprado em 22/07/2009 a um preço de R$ 164,00 resolvi vendê-lo integralmente em 16/11/2010 ao preço de R$ 204,00. A rentabilidade total (considerando os rendimentos mensais recebidos) no período foi de +37,66%. Anualizando este resultado, temos um valor de +27,40%. Um excelente resultado para um investimento em Fundos Imobiliários.

Alocação da carteira | Final de Novembro:

Alocação Final. Não foram realizadas grandes mudanças na alocação da carteira, apenas um leve aumento na alocação em Cash (Conta Corrente), que será explicado abaixo.

Cenários e Estratégias

1. Renda-Fixa. Não pretendo mexer tão cedo na carteira de títulos públicos e privados. Somente uma grande variação nas taxas de juros futuros poderia dar margem para um possível realocação. No momento, estou satisfeito com esta alocação concentrada em pré-fixados e indexados a inflação.

2. Fundos Imobiliários. Esta classe de ativos está avançando fortemente em 2010, mesmo com uma subida na Selic. Como o fundo Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11) possui maior alocação em relação aos demais, os recursos de uma possível venda de lotes excedentes viriam deste fundo, trazendo a alocação para um patamar perto dos 3%, como os outros fundos.

Garimpando FIIs. Meu objetivo de longo prazo é trazer a alocação dos Fundos Imobiliários para 20%. A meta para 2011 é diversificar ainda mais nesta classe de ativos, alocando em torno de 10 FIIs. Estou atento para as variações no mercado para buscar novas oportunidades. Se você deseja ter informações especializadas e gratuitas sobre os Fundos Imobiliários, faço um convite para acessar o site do Sérgio Belleza, fundoimobiliario.com.br, o qual estou em parceria com o Sérgio, buscando informações práticas e de qualidade para todos os investidores.

3. Câmbio. Tendência do Dólar bastante indefinida atualmente. É possível que um valor de R$ 1,65 me faça aumentar a alocação neste ativo. Além do propósito natural do investimento, também serviria para financiar possíveis compras futuras atreladas ao Dólar.

4. Ações. Caso a Bolsa continue subindo forte, uma venda de PIBB11 pode ajudar a garantir os bons resultados, mantendo o risco sob controle. Bolsa acima de 75.000 pontos liga novo alerta. Bolsa acima de 80.000 pontos seria um momento para uma possível venda de PIBB11.

5. PETR4. Não pretendo manter uma ação individual em meu portfólio no longo prazo. Portanto, acredito ser um investimento de curto/médio prazo. Um patamar por volta dos R$ 29,00 me faria vender a ação, até mesmo para, no caso da Bolsa continuar subindo, aliviar minha alocação em Ações,  que está no patamar de 30%.

6. Aportes Mensais. Como podemos observar, a alocação em Cash (poupança e/ou dinheiro parado na corretora) da carteira está acima de 3%. Este valor se deve ao fato da reserva das debêntures do BNDES. Reservei os 3 tipos de debêntures e como a liquidação será no dia 15/12, já deixei um dinheiro em conta corrente para este novo investimento.

Para ler mais sobre este tipo de investimento, consulte o excelente site Valores Reais, do meu amigo Guilherme, que novamente trouxe todas as informações sobre as quais precisamos saber sobre este tipo de investimento.

Conclusão

Seguimos confiantes de que uma diversificação adequada de uma carteira pode gerar excelentes resultados de longo prazo, além de um ótimo controle de risco. A rentabilidade de +11,78% no ano reflete um percentual em relação ao CDI de 135,91%, já incluindo todos os custos, sendo portanto, uma rentabilidade líquida.

Opinião dos leitores. Como estão seus investimentos amigos? Quais são suas metas para 2011?

Acompanhe o site HC Investimentos em diversas mídias sociais:



Como Calcular a Rentabilidade dos Fundos Imobiliários? Guia Prático

No artigo anterior sobre a rentabilidade dos FII no 1º semestre de 2010 surgiram algumas dúvidas sobre o método de cálculo da rentabilidade destes fundos. Deste modo, resolvi criar este artigo para mostrar 3 alternativas de calcular a rentabilidade dos Fundos Imobiliários, incluindo método utilizado pelos próprios administradores dos fundos.

Utilizaremos o fundo Europar (EURO11) como exemplo, além do período de janeiro/2010 até junho/2010.

  • Método 1 – Método do site Fundo Imobiliário:

Método simples e eficaz, utilizado pelo consultor de fundos imobiliários Sérgio Belleza, de acordo com este relatório (PDF) elaborado para o 1º semestre de 2009. Em seu próprio site você encontrará ótimas informações sobre Fundos Imobiliários.

Método de Cálculo 1 – Sérgio Belleza

Procedimentos de Cálculo:

1. Some todos os aluguéis distribuídos no período. (1,36 * 6 = 8,16).

2. Calcule a diferença entre a cota final e a cota inicial no período. (183,00 – 174,30 = 8,70).

3. Some os aluguéis distribuídos (1) com a variação na cota (2). (8,16 + 8,70 = 16,86).

4. Faça a divisão da variação total  pelo valor da cota inicial. (16,86 / 174,30 = 9,67%).

De acordo com este método, a rentabilidade no período foi de 9,67%.

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FII – Retrospectiva Pessoal

Olá amigos!

Ultimamente o tempo está bastante escasso por conta de projetos pessoais. Por conta disso, precisarei dar uma diminuida nos artigos do blog. Espero que entendam!

Como compromisso, havia prometido de falar sobre minha experiência com os FII. Assim sendo, irei falar sobre minhas operações com os FII. Vamos lá:

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Investindo em Fundos de Investimentos Imobiliários (FII): Parte VII

Na parte VI vimos um simples modelo para se estimar o preço teórico dos FII através de uma comparação com o CDI (ou LFT / Selic).

Neste artigo estaremos adotando uma nova referência para efeitos de comparação e viabilidade dos FII em relação aos títulos públicos.

FII_Inputs de Referência

Na tabela acima vemos as taxas mensais brutas e líquidas após IR de 15%. Ambas as taxas são mensais, refletidas a partir das taxas anuais.

A LTN em questão é a mais recentes (por sinal foi disponibilizada hoje) – a LTN 010113 (vencimento em janeiro de 2013). A NTN-BP 15 é o título indexado a inflação sem pagamentos de cupom com vencimento em 2015.

Nesta nova comparação iremos fazer a comparação das taxas oferecidas pelos FII apenas com a NTN-BP 15, devido ao fato desta ser indexada a inflação.

A taxa mensal deste título está hoje em 0,89% (taxa bruta) e 0,76% (taxa líquida), após os 15% de IR.

Da mesma forma que fizemos no artigo passado, iremos determinar um prêmio de risco para investir nos FII, já que os títulos do governo possuem menores riscos. Portanto, para tomarmos maior risco investindo nos FII devemos receber uma maior remuneração. No caso, estabelecemos um prêmio de risco de 110% sobre o valor da taxa mensal líquida da NTN-BP 15, o que nos traz uma meta de 0,83% ao mês.

Esta é a meta que os FII devem atingir para se tornarem investimentos viáveis em comparação com os títulos públicos.

Com estes valores já temos todos os inputs necessários para calcular o preço teórico de cada fundo e seu upside em relação ao preço atual.

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Investindo em Fundos de Investimentos Imobiliários (FII): Parte VI

Vimos na parte V que a análise a partir do histórico das distribuições mensais dos aluguéis nos ajuda a selecionar alguns bons fundos de acordo com nosso perfil de investimento. Ressaltamos a importância de se conseguir um bom yield anual para termos um bom fluxo de caixa.

Neste artigo (parte VI) iremos tratar dos métodos de precificação dos FII. Estes métodos são nada mais do que uma boa estimativa de acordo com algumas premissas básicas da relação entre retorno e risco dos diversos investimentos.

O investidor que busca alocar em FII está visando uma maior diversificação de sua carteira além de obter um ganho maior com estes do que em aplicações em títulos públicos ou Fundos DI / Renda Fixa.

É importante ressaltar que em todos os métodos de análise teremos uma análise voltada apenas para o dividend yield dos FII, não considerando possíveis ganhos de capital. Tentaremos manter o modelo o mais simples possível.

Caso queira utilizar métodos menos conservadores (e mais complexos) basta apenas alterar os inputs (dados de entrada) da análise:

(a) Prêmio de Risco em relação ao CDI e Títulos Públicos;

(b) Incluir uma taxa de valorização histórica das cotas dos FII (nos EUA esse número foi de 4,5% a.a. Este número também irá depender muito do prazo em que se pretende levar o investimento. Quanto maior o prazo, maior a probabilidade de se igualar a este número histórico).

Vamos então a um dos formatos do modelo que utilizo para precificação:

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