Compartilhando idéias para alcançar a liberdade financeira.

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Você pode vencer no Mercado Financeiro

Queridos amigos,

2011 inicia-se com grandes novidades. Eu e meus parceiros do Clube de Vienna trabalhamos constantemente na elaboração de um novo website, visando trazer informação de qualidade a um maior número de investidores no mercado.

Agora, este website é uma realidade. Abaixo, transcrevo o excelente artigo do meu sócio e amigo Jonas Fagá, cuja colaboração na minha formação como investidor, escritor e como pessoa foi muito importante para que eu pudesse chegar até onde cheguei.

Boa Leitura!

Você já percebeu quantas pessoas se aventuram no mercado financeiro, excitadas pela possibilidade de grandes lucros, apenas para, anos depois, aparecerem desanimadas e com menos dinheiro do que tinham antes?

Será que é mesmo possível obter sucesso no mercado com consistência, e ter com ele uma relação melhor, mais amigável e mais construtiva do que a imensa maioria dos investidores?

É claro que é possível. Mas antes de tudo, você tem que querer…

A verdade é que, como em toda atividade nova, existem “segredos”, “truques” e “macetes” já conhecidos pelas pessoas com mais experiência, e que dificilmente são revelados aos recém chegados.

Quando o assunto envolve dinheiro então, o caráter egoísta do ser humano se torna ainda mais evidente, e então, a grande maioria dos conselhos que recebemos, não passam de mistificações e engodos, que visam nos manter sempre à margem da festa, como se nossa presença ameaçasse o espaço já conquistado pelos “veteranos”.

Não existe pensamento mais antiquado e improdutivo do que esse.

A maioria das pessoas que se denominam “investidores” são, na verdade, especuladores, que encaram o mercado financeiro muito mais como um grande jogo, do que como um método viável e sensato de obter remuneração para o seu capital.

E em um jogo onde estão envolvidas as possibilidades de ganhar e de perder dinheiro, o terreno se torna fértil para todo tipo de comportamento antiético.

Além da falta de ética pura e simples de muitos participantes, existe ainda um enorme trabalho do sistema em fazer todos os novos investidores crerem que o mercado é um lugar onde você pode enriquecer rapidamente.

Day trade, foco no curto prazo, Axiomas de Zurique, operações com alta frequência e alta rotatividade, alavancagem, entre outras, são vendidas como o caminho mais curto para você se tornar um milionário.

Infelizmente, essa á e porta de entrada larga, por onde a maioria é atraída para o mercado, apenas para servir de alimento para as camadas mais altas da cadeia alimentar.

Com algum tempo de tentativa e erro, podemos conquistar a experiência necessária para perceber que nem tudo (ou quase nada) do que nos é apresentado tem valor real no caminho da construção de uma riqueza sólida e crescente.

O grande problema é que, dependendo da quantidade de capital disponível e do tamanho dos erros cometidos, a imensa maioria dos novos investidores não tem “fôlego” suficiente para descobrir as artimanhas antes de falirem completamente.

E não pense que são sós os novos investidores que correm esse risco. Nós, que estamos há anos no mercado, conhecemos inúmeras pessoas inteligentes e aparentemente bem preparadas, que não sobreviveram ao teste da realidade, e também acabaram falindo.

Nós, do Clube de Vienna, não acreditamos que o mercado precisa tratar os novos investidores dessa maneira. Achamos essa atitude egoísta, improdutiva, e para falar um bom português, completamente BURRA.

Um país precisa de um mercado financeiro forte para crescer economicamente. Enquanto os profissionais do mercado financeiro abordarem o assunto com a ganância e o egoísmo habituais, isso só colaborará para fortalecer a imagem do mercado como um lugar habitado por ladrões e pessoas de mau caráter.

Essa propaganda negativa é o resultado de longo prazo da atividade egoísta e auto-centrada da maioria dos profissionais que hoje fazem o mercado financeiro. Mas o mercado não é feito apenas de egoísmo e individualismo.

No Clube de Vienna, nós acreditamos que se um investidor novato for bem recebido, e for munido das informações básicas necessárias para poder sobreviver e prosperar, ele permanecerá no mercado, fortalecendo-o, e enriquecerá junto com as empresas e o país.

E assim, tornar-se-á um novo elemento multiplicador da boa nova de que sim, é possível utilizar o mercado financeiro com sucesso no processo de formação da riqueza das pessoas.

Com mais pessoas participando, e obtendo bons resultados, o mercado só tem a se beneficiar, aumentando a liquidez, o volume das negociações, e permitindo que as empresas possam se financiar de forma mais eficaz, e os poupadores e investidores possam receber remunerações melhores para o seu capital, do que os parcos rendimentos da poupança ou da renda fixa.

E é por isso que fundamos o Clube de Vienna. Para que pudéssemos, obviamente dentro das nossas limitações, colaborar no processo de criação de mercado financeiro mais forte, mais sólido, mais honesto e, principalmente, mais humano, onde haja espaço para todos, e não apenas para um grupo restrito de “insiders“.

Nossos associados recebem acesso a diversos “segredos” sobre a arte de construir e preservar riqueza. Segredos que podem ser aprendidos de forma independente, claro, mas a um custo muito mais alto e, possivelmente, alto demais, a ponto de não sobrar nada para poder ser aplicado no final do processo de aprendizado.

Baseados na experiência de mais de uma década de sucesso nos mercados, e construindo nossas estratégias sobre os ombros de gigantes do passado, o Clube de Vienna desenvolveu métodos proprietários de análise que tornam o trabalho dos investidores muito mais simples, e amparados em conhecimentos reais, que não tem como objetivo separar você do seu dinheiro, mas sim, fazer o seu dinheiro crescer, na mesma medida e velocidade do seu conhecimento.

Alocação de ativos, Análise Fundamentalista, Análise Técnica, modelos de gerenciamento do risco e de precificação dos ativos, leitura macroeconômica e geopolítica, são apenas alguns desses “segredos” que utilizamos na construção de nossas estratégias.

Esperamos que hoje, dia 9 de Janeiro de 2011, com a chegada deste novo website, possamos levar esse conhecimento para um número cada vez maior de pessoas que começam a acordar para a necessidade de aprender a investir melhor seus recursos.

Ganância e medo não tem espaço em nossa filosofia. Ganância e medo são emoções de um paradigma que está se esfacelando, e fazem parte do passado.

Nossa filosofia é baseada no conhecimento, na racionalidade, e no auto controle, de modo que possamos extrair o melhor possível do mercado, sem a necessidade de correr riscos demasiados que possam colocar nosso projeto a perder.

Foi pensando assim que, ainda em 2003, nossos analistas já alertavam os leitores para a forte tendência secular de baixa que derrubaria o valor do dólar, muito antes do fato se tornar conhecido da grande massa, e comentado na mídia oficial como hoje.

Foi assim que começamos a ensinar os princípios básicos da alocação de ativos para investidores individuais, que pensavam que só havia um modo de operar no mercado (comprar e torcer para o preço subir).

Foi assim que, em 2003, fomos os primeiros analistas independentes a alertar para o início da grande tendência de alta das commoditties, e do ouro, um investimento que hoje recebe grande atenção no mercado, mas na época, era uma oportunidade praticamente desconhecida do grande público.

Foi assim que, em 2006, começamos a alertar para a possibilidade do estouro da bolha imobiliária americana, e de como ela afetaria todo o sistema financeiro e a economia global, lançando o capitalismo moderno em sua mais desafiadora crise.

Foi assim que, em 2008, no auge da crise, colocamos nosso primeiro website no ar, em um momento onde uma grande quantidade de pessoas estava sofrendo fortes prejuízos no mercado, e pudemos então, divulgar para um número maior de pessoas as estratégias que podiam ajudá-las a se proteger de tais crises, e prosperar em praticamente qualquer cenário econômico.

E é assim que temos trabalhado desde o início, não apenas trazendo nossa leitura e nossas recomendações, mas principalmente, explicando as razões por trás delas, para que nossos Associados e leitores possam desenvolver sua própria habilidade de compreender o mercado, e de seguir o seu desenvolvimento pessoal, sem que para isso, precisem se tornar dependentes do nosso serviço.

E é assim que continuaremos o nosso trabalho, sempre acreditando que o conhecimento é a única coisa que se multiplica, conforme é dividido.

Seja bem vindo ao nosso website.

Assine gratuitamente o Vienna Newsletter, e receba todos os artigos que serão publicados pelo Clube de Vienna. Eles conterão um material essencial, e totalmente gratuito que, esperamos, colaborará bastante com a sua formação como investidor.

E quando se sentir preparado para começar a investir de verdade, assine uma de nossas publicações pagas. Você será muito bem recebido, e pode ter certeza de que não encontrará a qualidade de análises e recomendações, nem a disponibilidade de dados que o Clube oferece, em nenhum outro lugar no Brasil, a preços tão acessíveis.

O Brasil está entrando em uma nova era. Não fique de fora.

Venha fazer parte deste Clube você também.

E SUCESSO!!!

Jonas Fagá Jr. – CNPI – Analista Responsável do Clube de Vienna

PS 1: Ao acessar a página do Clube de Vienna você já pode ler o meu mais novo artigo -Introdução à Alocação de Ativos. Aproveite e cadastre-se em nossa newsletter (caixa ao lado direito) para receber nossos textos diretamente por e-mail, além de benefícios especiais.

PS 2: O relatório anual dos Fundos Imobiliários já pode ser lido. Basta acessar o site Fundo Imobiliário ou clicar neste link para baixá-lo (em PDF).

Carteira HC Investimentos – Dez [+2,36%] | Ano [+14,42%]

Durante o ano de 2010 disponibilizei a minha carteira pessoal de investimentos, assim como as estratégias que tomei e minhas avaliações de futuros cenários. Meu objetivo era mostrar que todos podem investir da mesma forma como os fundos profissionais.

Neste artigo, trago uma abordagem detalhada sobre o ano de 2010, analisando a rentabilidade da Carteira HC com diversos ativos e fundos, a evolução da alocação e da rentabilidade da carteira, rendimentos mensais em 2010, operações realizadas no ano e estatísticas gerais como retorno no ano, risco (volatilidade) e índice sharpe. Ademais, disponibilizo ao final do artigo a planilha utilizada para realizar todos os cálculos, tabelas e gráfico. Boa Leitura!

Benefícios da Alocação de Ativos. Adotando uma estratégia de alocação de ativos, diversificando a carteira com vários ativos, podemos progredir no mercado sem abalar nossa saúde física e mental. A tranquilidade desta estratégia que venho “pregando” neste ano nos permite utilizar os investimentos para gerarmos renda passiva, aquela que vêm na forma de lucros e juros, sem necessidade de trabalho adicional. É praticamente um meio de deixar a carteira em piloto automático e fazer pequenos ajustes ao longo do tempo.

Rentabilidades Mensais. O mês de dezembro foi excelente para a Carteira HC Investimentos, que apresentou uma rentabilidade de +2,36%, valor que, por coincidência, foi a mesma rentabilidade apresentada pela bolsa no mês. O CDI teve valorização de +0,93%.

Rentabilidades Anuais. No ano, a Carteira HC Investimentos teve um desempenho de +14,42%, valor que representa uma rentabilidade de 149,03% do CDI, que terminou o ano com variação de +9,67%. O Ibovespa teve uma pequena valorização de +1,04% no ano. Superar o Ibovespa e o CDI no ano poderia deixar muitos investidores contentes. Entretanto, eu gosto sempre de desafiar meus limites. Minha meta no ano era superar a rentabilidade do lendário Fundo Verde da Credit Suisse Hedging Griffo, que apresenta um patrimônio líquido superior a R$ 2,5 Bilhões e uma rentabilidade anual superior a 33% desde 1997.

No final de novembro, a Carteira HC Investimentos estava com uma rentabilidade acumulada de 11,78% contra 12,36% do Verde. Praticamente 0,60% atrás. Será que a rentabilidade de no mês 2,36% foi suficiente para superar o Verde e fechar o ano de 2010 com chave de Ouro?

Avaliação de Desempenho

SIM! Consegui fechar o ano no primeiro lugar do ranking dos Fundos de Investimentos que acompanho. O Verde teve uma rentabilidade de +1,23% no mês de dezembro, fechando o ano com rentabilidade de +13,75%. Um valor impressionante dado o baixo rendimento da bolsa no ano. Segundo o relatório do próprio fundo, o destaque da carteira foram as ações, cuja rentabilidade no ano foi de +8,12%.

Superar o fundo de investimento que mais admiro, tanto pela sua excelente gestão como pelos relatórios cheios de valor, foi uma grande conquista pessoal. Até o dia 17/12 já havia praticamente desistido desta meta, já que minha rentabilidade estava abaixo do Verde. Entretanto, a rápida subida de alguns ativos na carteira tornaram este sonho uma realidade.

Rentabilidade Mensal

1. Fundos Imobiliários [+6,67%]. Os principais ativos que foram responsáveis pela rentabilidade de +2,36% da Carteira HC Investimentos foram os fundos imobiliários, com destaque para o FPAB11, que subiu incríveis +10% em apenas um único dia, conforme destaquei através do twitter e do facebook. FFCI11 e WPLZ11B também subiram forte no mês, corroborando para uma rentabilidade de +6,67% no agregado dos Fundos Imobiliários.

2. Ações [+4,47%]. Além destes fundos, PETR4, com uma rentabilidade de +11,85%, foi também decisiva, já que, mesmo tendo apenas uma alocação de 2,50% na carteira, compõem em grande peso o PIBB11, que registrou rentabilidade de +3,74%, valor acima do Ibovespa, que acumulou alta de +2,36% no mês. No agregado, a carteira de ações rendeu +4,47%.

3. Câmbio [-3,33%]. Teve baixo rendimento com a queda de -3,11% do Fundo Cambial (Dólar Comercial caiu -2,91%) e com a queda do Ouro de -3,53%, gerando um resultado agregado do Câmbio de -3,33%.

4. Renda-Fixa [+1,27%]. Títulos públicos prefixados e indexados à inflação renderam mais do que posfixados no mês. Destaque para a NTN-BP 2015, com rentabilidade de +2,03%. As novas debêntures pouco agregaram ao portfólio já que têm menos de um mês de operação.

Dúvida na Precificação. Não consegui precificar a debênture BNDS 25, já que não encontrei seu Preço Unitário (PU) histórico. Esta debênture é remunerada através da taxa de juros do contrato de DI de 3 meses + a sobretaxa fixa de 0,3%. Poderia utilizar os preços no mercado secundário, porém, como estavam muito próximos do valor de face (R$ 1.000), optei por considerar o preço no final de dezembro como R$ 1.000, dando 0% de rentabilidade. O que vocês sugerem para melhorar esta precificação?

Alocação de Ativos

Faço sempre questão de frisar em toda atualização da carteira: “A alocação de uma carteira de investimentos é responsável por praticamente 90% de seus resultados no longo prazo. Portanto, mais importante do que market timing e a escolha de ativos (asset picking) é a alocação que você define para cada ativo de seu portfólio”. No gráfico abaixo podemos observar a alocação de ativos em conjunto com a rentabilidade de cada classe de investimento.

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1. Renda-Fixa [+12,53%]. A rentabilidade acumulada de +12,53% na Renda-Fixa, acima do CDI no mesmo período com valorização de 9,75%, pode ser explicada através da maior alocação nos títulos públicos prefixados e indexados à inflação, cuja rentabilidade foi superior aos títulos posfixados. A alocação em Renda-Fixa manteve-se sempre próxima de 40%, patamar que considero neutro para a Carteira HC Investimentos.

2. Fundos Imobiliários [+29,96%]. Campeão de rentabilidade, o investimento nos fundos imobiliários trouxe ganhos de quase +30% no ano, valor mais de 3 vezes superior ao CDI no período. Em relação à média dos Fundos Imobiliários, cuja rentabilidade foi de 26,87% (mais detalhes ao longo do artigo), minha carteira mostrou boa escolha de ativos (asset picking), além de bom market timing, embora a influência destes no resultado geral tenha sido baixa.

3. Câmbio [+10,36%]. Do lado positivo, o Ouro colaborou com uma rentabilidade superior a 30% para o portfólio, enquanto o Dólar, através do Fundo Cambial, apresentou baixa de -4,32%. No agregado, o resultado da carteira de câmbio ficou em +10,36%.

4. Ações [+0,13%]. Ligeiramente abaixo do Ibovespa no ano (+1,04%), a carteira de ações teve um desempenho de +0,13%. O principal fato para este resultado foi o investimento no PIBB11, que sofreu com a queda da PETR4 no ano, no valor de -23,54%.

Evolução da Alocação

No gráfico acima podemos acompanhar a evolução da alocação da Carteira HC Investimentos. Alguns destaques são necessários:

1. Alto Hedge até maio/2010. A decisão de manter uma alocação próxima entre ações e câmbio no início do ano se deu através de um estudo do Equity Risk Premium no Ibovespa, que mostrou uma oportunidade para reforçar a proteção, ou seja, deixar a alocação em câmbio acima do normal, que seria algo em torno de 10%. Esta decisão mostrou-se correta, já que a rentabilidade da Carteira HC Investimentos estava em +4,11% até maio/2010, enquanto o Ibovespa apresentava perdas de -8,09% no mesmo período.

2. Aumento da alocação em Ações. Após o Ibovespa apresentar uma queda no ano de quase -15% durante o mês de maio resolvi vender parte da alocação em Renda-Fixa e em Câmbio para elevar a alocação em Ações de 20% para 30%. Esta documentação pode ser encontrada neste artigo sobre a Carteira HC Investimentos no mês de maio.

3. Aumento da alocação nos Fundos Imobiliários. Ao aumentar a alocação de 10% para valores próximos a 20%, foi possível aproveitar o bom momento destes fundos no ano, cuja rentabilidade média no período foi de +26,87%, conforme detalhado no gráfico abaixo.

Rendimentos Mensais

Abaixo, podemos conferir uma tabela com todos os rendimentos recebidos na Carteira HC Investimentos em 2010. Todos isentos de Imposto de Renda e apresentando um bom yield. Como é bom acessar a conta e ver o dinheiro entrando todo mês!

Operações em 2010

Abaixo, uma lista com todas as operações realizadas em 2010. Na tabela à direita, é possível encontrar a rentabilidade total de cada operação de venda, além da rentabilidade anualizada.

Compras. O mês de dezembro foi corrido nas operações realizadas. A compra de dois novos Fundos Imobiliários, Floripa Shopping (FLRP11B) e Campus Faria Lima (FCFL11B) já apresenta rentabilidade positiva até hoje, respectivamente de +2,31% e +4,47%. Além destes fundos, foram compradas também as novas debêntures do BNDES.

Vendas. No lado da venda, optei por liquidar a posição no Shopping West Plaza, decisão que, embora no lucro, foi tomada muito cedo, abaixo da meta dos R$ 105,00. Hoje, o fundo já está cotado próximo de R$ 110,00. Outro fundo vendido foi o Projeto Água Branca. Infelizmente, a ordem foi parcialmente executada e só consegui vender em torno de 50% da posição ao preço de R$ 300,00. Hoje, o fundo está cotado a R$ 285,00.

Estatísticas

Quer saber como se comportaram vários ativos no ano? Abaixo, apresento tabelas e gráficos que analisam a rentabilidade, o risco e o índice sharpe de cada ativo.

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Retorno. O Ouro teve um excelente desempenho no ano, com rentabilidade acumulada de 32,27%. Na parte de baixo do gráfico, encontramos o azarão de 2010: PETR4, com uma rentabilidade negativa de –23,54%. Conheço muitos investidores que alocam 100% em PETR4. Não sou favorável nem a 100% em Fundos de Índice de Ações, muito menos 100% em uma ação individual, sujeita a muito mais riscos. Diversificar é preciso!

Lembre-se que diversificação não significa reduzir retorno. Ela pode também aumentar o retorno. No caso, a Carteira HC Investimentos fechou o ano com rentabilidade no valor de 14,42%, acima do Ibovespa, do CDI e do Verde, estando amplamente diversificada.

Risco. Medido através da volatilidade (desvio padrão anual das rentabilidades mensais), apresenta-se em ordem dos menos arriscados para os mais arriscados no gráfico. A poupança aparece como o ativo menos arriscado e VALE5 como o mais arriscado.

Notem que o risco da Carteira HC Investimentos, no valor de 4,47%, foi menor do que o Fundo Verde. Maior retorno com menor risco, uma ótima combinação!

Sharpe. O índice sharpe mede o quanto de retorno foi gerado acima do CDI (ativo livre de risco) por unidade de volatilidade. Seu cálculo é realizado deste modo: ( Retorno do Ativo – Retorno do CDI ) / Volatilidade do Ativo. No caso da Carteira HC, o índice sharpe foi de 1,04 [ ( 14,42% – 9,75%) / 4,47% ].

Este é um índice interessante pois avalia tanto o retorno como a volatilidade. Notem como a VALE5, mesmo com um retorno maior do que a Carteira HC Investimentos, teve um índice sharpe menor, no valor de 0,30. Este resultado deve-se ao fato deste ativo apresentar alta volatilidade, de 28,31%.

Não existe um valor bom para o índice sharpe, porém, valores acima de 1,0 são bons, já que o retorno acima do ativo livre de risco (4,67% no caso da Carteira HC) supera a própria volatilidade do ativo (4,47%).

Download da Planilha

Conforme já é prática aqui no HC Investimentos, disponibilizo abaixo a planilha utilizada para realizar todos os cálculos, tabelas e gráficos desta atualização mensal.

(Excel versão 2007 | Excel versão 2003)

Conclusão

Alocação de Ativos. Gostaria de recapitular mais uma vez a importância da alocação de ativos. Ao escolher corretamente os ativos para se compor uma carteira e saber estipular o percentual que será aplicado em cada um deles, você estará dando um longo passo na sua caminhada para a independência financeira.

Frases Inspiradoras. Abaixo, deixo uma mensagem de apoio a todos que estão neste duro caminho que é a conquista da independência financeira. É bom nos inspirarmos em grandes pensadores para termos força de perseguir nossos objetivos.

“There is no wealth like knowledge, no poverty like ignorance.” – Benjamin Franklin

“An investment in knowledge always pays the best interest.” – Benjamin Franklin

Lembre-se que a pior atitude que podemos tomar é nos acostumarmos a uma zona de conforto. Para progredir no mercado (e na vida) é preciso sempre buscar novos caminhos, solucionar novos desafios, encontrar novas perguntas. Não deixe de aprimorar sua inteligência neste caminho.

“Compound interest is the most powerful force in the universe.” – Albert Einstein

Deixe que os juros compostos façam seu trabalho no longo prazo. De nada adianta focar na rentabilidade de curtíssimo prazo se você não conseguir mantê-la. Tenha a disciplina para seguir sua estratégia, paciência para esperar oportunidades de compra e venda de ativos e o auto-conhecimento para saber lidar com suas emoções, evitando algum viés na tomada de decisão.

“The man who moves a mountain begins by carrying away small stones.” – Confucius

Grandes conquistas são feitas com pequenos passos. O importante é começar a mudança e manter o fogo dela sempre acesso dentro de você. Não importa o tamanho de sua meta, de seus objetivos, tenha sempre em mente que você precisa estar em movimento. Se hoje você sofre com overdose de informações no mercado financeiro aproveite para refletir quais notícias são realmente importantes. Foque em estudos, leituras e trabalhos que você sabe que são importantes. Procure não adiar seus objetivos ou dar ouvidos ao ato de procrastinar.

Futuro da Carteira HC Investimentos. Esta foi a última atualização da Carteira HC Investimentos. Como alguns amigos já estão cientes, o Clube de Vienna, análise financeira independente, da qual sou sócio junto com meus queridos parceiros Jonas Fagá Jr. e Roberto Akira, lançou um novo website. Estarei dedicando maior tempo para o aperfeiçoamento do site, dos artigos da página inicial e da gestão do Vienna Renda e Dividendos, que terminou o ano com uma rentabilidade ainda melhor do que minha carteira pessoal.

O blog HC Investimentos continuará firme e forte. A única diferença será que agora vocês podem encontrar meus artigos e análises nos dois sites. Aliás, se você acredita na qualidade dos textos escritos aqui no HC Investimentos, não deixe de conferir os artigos da página inicial do Clube de Vienna. Ademais, se preferir, você pode nos acompanhar pelo Feed RSS, pelo Twitter, pelo Facebook ou assinando a newsletter (à direita do site) com artigos especiais.

Opiniões. Amigos, qual a opinião de vocês sobre o ano de 2010? Em que acreditam que possam melhorar a gestão de suas carteiras em 2011? Qual a maior preocupação de vocês para este novo ano?

Compartilhe. Se você gostou deste artigo, convido-o a compartilhá-lo para seus amigos. Basta escolher o modo adequado (twitter, facebook, etc) e clicar no botão desejado.

Que 2011 seja um ano tão ou mais próspero como foi 2010!

Ibovespa, Regressão à Tendência – Uma Visão Histórica

Embora não devemos nos prender tanto a história para buscarmos soluções para problemas futuros, não é sábio simplesmente ignorá-la.

“Aqueles que não aprendem com a história, estão condenados a repeti-la” – George Santayana

Deste modo, estaremos voltando ao ano de 1994 neste artigo. Mais especificamente no mês de julho, período em que a inflação no Brasil saiu de patamares elevados (40% ao mês) para menores valores, comprovando o sucesso do Plano Real.

Nosso objetivo será olhar para o movimento do Ibovespa desde este período até os dias de hoje, analisando quando e quanto o índice da bolsa brasileira se desviou de sua tendência principal. Análise curta, simples e útil para quem investe com o pensamento no longo prazo.

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O gráfico acima pode conter muitas informações. Por este motivo, vou listar abaixo alguns parâmetros utilizados e o que podemos aprender com esta análise.

Parâmetros

1. Ibovespa Real em escala logarítimica. Descontei mensalmente a inflação do índice bovespa para que os desvios em relação à tendência se apresentem mais suaves. Ademais, usei a escala log para facilitar a visualização da evolução do Ibovespa, importante padrão adotado em gráficos de longo prazo.

A linha em azul mostra a evolução do ibovespa real e a linha vermelha mostra a regressão do índice. Esta linha é uma suposição de como o índice se comportaria tendo um retorno mensal constante ao longo do tempo.

2. Desvio em relação à tendência. Como podemos observar no gráfico abaixo (área, em verde escuro), temos os valores dos desvios percentuais do ibovespa em relação à sua própria regressão. Realcei períodos em que os desvios foram extremos, tanto positivamente, como negativamente.

Análises

1. Valor negativo Atual.

Temos, hoje em dia, um desvio negativo [-1,86%] em relação à tendência do ibovespa desde 1994. Isso significa que o atual patamar da Bolsa está abaixo de sua tendência histórica.

Antes de pensar: “Então está barato? Já posso fazer as compras de fim de ano na Bolsa?” fique calmo…Lembre-se que se um índice subiu 30% ao ano nos últimos 16 anos, isso não quer dizer que se ele “só” subiu 25% este ano, ele está barato. Ou seja, tudo no mercado financeiro é relativo

Retorno Nominal e Real do Ibovespa desde 1994

O Ibovespa teve um retorno nominal nos últimos anos em torno de 20% e um retorno real em torno de 11%. Os dados, assim como minha visão ligeiramente pessimista em relação a estes números para os próximos 10, 15 anos, pode ser lida neste artigo que escrevi para o excelente blog do meu amigo Viver de Renda.

Entretanto, não deixa de ser curioso notar que o atual valor negativo no desvio em relação à tendência sinaliza o que foi o ano 2010. Bolsa praticamente no zero a zero e juros subindo. Portanto, quem se posicionou com maior alocação em Renda-Fixa conseguiu manter bons resultados no ano, a despeito daqueles que concentraram seus investimentos no Ibovespa.

2. Momentos de Pânico e Euforia no Ibovespa

Como já diziam: “Renda Variável é Variável”. Com esta simples frase resumimos a volatilidade do Ibovespa. Ao longo destes 16 anos, o índice desviou-se bastante de sua tendência, de sua média de retorno. Que tal analisarmos todos estes períodos de maior desvio em relação à tendência?

1994 (Euforia) [+46,35%] – Período de estabilização da economia com o Plano Real, colocando o Brasil em um patamar de maior respeito internacionalmente. Com maior controle de inflação, era possível realizar planejamentos melhores devido à menor incerteza. Tal fato ajudou a direcionar investimentos para a bolsa de valores, fazendo com que o índice tivesse um rápido avanço no 2º semestre de 1994.

1995 (Pânico) [-32,63%] – Crise do México. Peso mexicano se desvaloriza -60% em apenas 15 dias, espalhando o pânico na economia mundial.

1997 (Euforia) [+69,77%] – Forte recuperação da economia mundial.

1998 (Pânico) [-25,73%] – Crise financeira Asiática. A megadesvalorização do câmbio acabou provocando uma enorme saída de capital com correspondente redução das reservas destes países. A moratória russa veio para acentuar o problema, causando uma grande desvalorização nos mercados acionários destes países. Somente no dia 23/10/1997, a Bolsa de Hong Kong caiu -10,4% e o Ibovespa -8,15%.

1999 (Euforia) [+57,64%] – Este ano foi marcado como a revolução da era da informação. Diversas companhias abriam capital nos EUA a preços muitas vezes acima do seu valor real. Investidores estavam ávidos pelos retornos rápidos das ações de tecnologia e pela mudança que a internet iria provocar no mundo. De fato, eles não estavam errados quanto aos futuros impactos. Porém, é sempre bom lembrar: “Tudo tem seu preço”.

O IPO de 700%. Foi neste ano de 1999 que tivemos um dos IPOs mais rentáveis da história. VA Linux, começou o dia ao preço de U$ 30,00 por ação, chegando a alcançar no mesmo dia U$ 320,00 [1066,67%] e terminando o dia valendo U$ 239,25 [697,50%]. Muitos acreditavam que a Linux é a próxima Microsoft…Fail?

No final de 2002 (9/12), esta mesma ação estava sendo negociada a U$ 1,19 por ação, uma desvalorização de -99,50%.

“I can calculate the movement of the stars, but not the madness of men” – Isaac Newton

2002 (Pânico) [-50,98%] – Auge da crise causada pelo estouro da bolha da tecnologia. Muitas ações como a Linux tiveram grandes perdas acionárias e a maioria faliu. O próprio índice da Nasdaq sofreu uma enorme perda [quase -80%] neste período entre 2000-2002.

2008-Maio (Euforia) [+54,74%] – Quem não se lembra do Investment Grade? As perspectivas maravilhosas para a Bolsa? Corretoras jogando o upside da bolsa para 85.000 pontos? Alguns apostando em 100.000 pontos já em 2008, outros em 2009? Pois é…Valores hoje que muitos não se atrevem a cogitar.

2008-Novembro (Pânico) [-27,90%] – Esta é bem recente hein pessoal. É provável que 90% dos leitores deste artigo tenham passado por ela. Vimos o Ibovespa cair -60% em apenas 5 meses. A volatilidade era enorme. A velocidade da queda em alguns dias era tanta que tivemos o acionamento do Circuit Breaker neste período.

Movimento Cíclico. Podemos observar que, embora tenhamos uma média de retorno do Ibovespa no longo prazo, seu retorno em períodos mais curtos encontra-se repleto de ruídos e distorções.

Conclusão

Um aviso importante. Lembrem-se que estamos olhando o passado para nos guiar rumo a um planejamento mais sólido no longo prazo, porém, nunca devemos tomar o que ocorreu como predição para o futuro. A própria análise da regressão é dinâmica e, ao fazer esta análise 10 anos atrás, teríamos um gráfico totalmente diferente. Quanto maior o período do gráfico, mais consistente a análise é.

Futurologia? É impossível prever qual é o melhor momento para entrar e sair da Bolsa. Essa é uma estratégia de iniciantes, àvidos pelos altos retornos e por acreditarem que é possível dominar o mercado. Melhor do que ficar o dia inteiro acompanhando gráficos e notícias, você pode se “render” ao mercado e focar somente na alocação de sua carteira, balanceando-a de tempo em tempo.

Já faz um tempinho que venho utilizando a Alocação de Ativos como estratégia e posso dizer que só ganhei:

1. Tempo: Ao contrário do que meu amigos pensam na faculdade, eu tenho o costume de olhar o mercado apenas semanalmente. Não assino nenhum jornal, nem acompanho sites de notícias. Não perco tempo com ruídos. Já parou para pensar que 99% das informações que você geralmente lê nestes sites é ruído? É muito raro encontrar um notícia que realmente faça a diferença em termos de alocar sua carteira.

2. Tranqüilidade: Poder dormir bem sabendo que sua estratégia é bastante eficaz em reduzir os riscos do mercado não tem preço. Colocar a carteira em piloto automático e viver a vida!

3. Retorno: Paradoxal, mas é somente se rendendo ao mercado que você começa a batê-lo. Seja seu benchmark o CDI, o Ibovespa, o CSHG Verde (rsrs) é somente se libertando desta “obrigação” de vencer o mercado que você obtém melhores resultados.

E porque não utilizar os benefícios da alocação de ativos junto com esta análise da regressão à tendência? Deste modo, podemos estar mais precavidos de situações de desvios extremos em relação à tendência que podem ter maior probabilidade de reverterem para sua média.

Se você investe com foco no longo prazo e acredita que o retorno dos ativos tendem a seguir uma tendência no longo prazo, a análise da regressão do Ibovespa pode ser útil para possíveis mudanças da alocação da carteira. O momento atual sugere um patamar neutro para a Bolsa. E como será que este gráfico estará em 2011?

Melhor do que tentar fazer este exercício de futurologia, devemos nos planejar para diversos cenários. Eu já me planejei e você?

Carteira HC Investimentos – Novembro/2010 [+0,78%]

Mais um mês positivo para a Carteira HC Investimentos! Mesmo com o Ibovespa apresentando uma queda de -4,20%, a Carteira teve uma rentabilidade de +0,78% no mês de novembro/2010, acumulando +11,78% no ano.

Este valor representa 135,91% da rentabilidade do CDI no mesmo período. Considero um ótimo resultado para um ano em que a Bolsa está com uma rentabilidade negativa de -1,43%.

Comparação de Rentabilidade

Os Fundos Multimercados que utilizo como benchamarks da eficiência de minha gestão tiveram mês razoável, ficando abaixo do CDI, com exceção do Verde da CSHG. Após este mês, apenas este fundo está acima do CDI.

Acompanhe no gráfico abaixo a evolução da rentabilidade acumulada da Carteira HC Investimentos e de seus benchmarks.

O excelente fundo Verde da Credit Suisse Hedging-Griffo teve novamente o melhor desempenho no mês [+2,19%]. É impressionante como este fundo apresenta ótimos resultados em momentos de stress no mercado. Estou curioso para ler o relatório do fundo para saber qual estratégia foi utilizada. Provavelmente alguma posição em dólar futuro ou opções em dólar que garantiu um bom hedge. Provável também que o resultado nas ações tenha sido bem melhor do que o Ibovespa. Resta aguardar…

Com esta ótima rentabilidade no mês, perdi a primeira colocação e estou 0,60% atrás deste fundo. Assim como foi o campeonato brasileiro, a decisão ficará para o último segundo.

É importante lembrar que o benchmark oficial sempre será o CDI, porém, ao adicionar os melhores fundos multimercados como comparação, traçamos um objetivo de se equiparar a indústria de fundos profissionais.

Que tal analisarmos em detalhes a Carteira HC Investimentos para compreendermos seu desempenho no mês e no ano?

Alocação Inicial | Novembro/2010

A alocação de uma carteira de investimentos é responsável por praticamente 90% de seus resultados no longo prazo. Portanto, mais importante do que market timing e a escolha de ativos (asset picking) é a alocação que você define para cada ativo de seu portfólio.

Caso deseje ver os detalhes de como chegamos à esta alocação veja os comentários que fiz sobre a alocação final no mês de outubro de 2010 sobre a Carteira HC Investimentos.

Rentabilidade dos ativos da Carteira no mês

Analisando a rentabilidade mensal de cada ativo podemos compreender o porquê do resultado de +0,78% da carteira HC Investimentos no mês. Em detalhes:

1. Renda-Fixa (+0,25%). A rápida subida dos juros futuros devido a uma preocupação com a crescente inflação foi responsável pelo baixo rendimento dos títulos prefixados (LTN 2012 e 2013) e indexados à inflação (NTN-BP 15),  já que um aumento nas taxas reflete menores preços. No geral, o resultado da carteira de Renda-Fixa, no valor de +0,25%, ficou abaixo da rentabilidade do CDI no mês, de 0,81%.

2. Fundos Imobiliários (+4,88%). A rentabilidade da carteira de Fundos Imobiliários ficou bem acima do CDI, com uma valorização de +4,88% contra 0,81% do CDI. Destaque para o Projeto Água Branca (FPAB11), que apresentou fortes ganhos de quase 10% no mês. A rentabilidade dos FII tem ajudado bastante a carteira nos momentos em que a bolsa apresentou um fraco desempenho, o que comprova que existe um bom poder de diversificação ao incluir FIIs na carteira.

3. Câmbio (+3,77%). A carteira de câmbio teve um desempenho positivo de +3,77%. Tal valor foi totalmente influenciado pela excelente rentabilidade do Ouro no mês [+6,88%], que em 2010 já está com uma rentabilidade em torno de 37%. Reforço minha tese de cautela em relação ao Ouro.

Hedge Ratio (120,71%). Observamos uma excelente proteção em relação à queda da bolsa neste mês. Com as ações apresentando uma rentabilidade de -3,12% e o câmbio apresentando uma rentabilidade de +3,77%, o hedge ratio observado foi de 120,71%.

Como calcular o hedge ratio? Basta dividir a rentabilidade do câmbio (3,77%) pelo inverso da rentabilidade das ações (3,12%), o que resulta em um valor de 120,71%. Este valor sinaliza o quanto conseguimos suplantar os rendimentos negativos da bolsa com os investimentos em câmbio (dólar e ouro).

Um hedge ratio de ou acima de 100% é conhecido como hedge perfeito, já que a carteira de câmbio consegue proteger toda a queda das ações no mês. Um ótimo exemplo pôde ser observado no mês de janeiro de 2010, quando a bolsa teve um rendimento de -4,65% e o Dólar de 7,67% e o Ouro de 6,45%.

4. Ações (-3,12%). A carteira de ações, composta pelo ETF PIBB11 e pela Petrobrás (PETR4), teve um desempenho  superior ao Ibovespa no mês, garantindo uma rentabilidade de -3,12% contra -4,20% do Ibovespa.

Operações realizadas durante o mês

Realizei apenas uma operação neste mês.

1. Venda de EURO11. O Fundo Imobiliário Europar foi meu primeiro investimento neste setor. Comprado em 22/07/2009 a um preço de R$ 164,00 resolvi vendê-lo integralmente em 16/11/2010 ao preço de R$ 204,00. A rentabilidade total (considerando os rendimentos mensais recebidos) no período foi de +37,66%. Anualizando este resultado, temos um valor de +27,40%. Um excelente resultado para um investimento em Fundos Imobiliários.

Alocação da carteira | Final de Novembro:

Alocação Final. Não foram realizadas grandes mudanças na alocação da carteira, apenas um leve aumento na alocação em Cash (Conta Corrente), que será explicado abaixo.

Cenários e Estratégias

1. Renda-Fixa. Não pretendo mexer tão cedo na carteira de títulos públicos e privados. Somente uma grande variação nas taxas de juros futuros poderia dar margem para um possível realocação. No momento, estou satisfeito com esta alocação concentrada em pré-fixados e indexados a inflação.

2. Fundos Imobiliários. Esta classe de ativos está avançando fortemente em 2010, mesmo com uma subida na Selic. Como o fundo Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11) possui maior alocação em relação aos demais, os recursos de uma possível venda de lotes excedentes viriam deste fundo, trazendo a alocação para um patamar perto dos 3%, como os outros fundos.

Garimpando FIIs. Meu objetivo de longo prazo é trazer a alocação dos Fundos Imobiliários para 20%. A meta para 2011 é diversificar ainda mais nesta classe de ativos, alocando em torno de 10 FIIs. Estou atento para as variações no mercado para buscar novas oportunidades. Se você deseja ter informações especializadas e gratuitas sobre os Fundos Imobiliários, faço um convite para acessar o site do Sérgio Belleza, fundoimobiliario.com.br, o qual estou em parceria com o Sérgio, buscando informações práticas e de qualidade para todos os investidores.

3. Câmbio. Tendência do Dólar bastante indefinida atualmente. É possível que um valor de R$ 1,65 me faça aumentar a alocação neste ativo. Além do propósito natural do investimento, também serviria para financiar possíveis compras futuras atreladas ao Dólar.

4. Ações. Caso a Bolsa continue subindo forte, uma venda de PIBB11 pode ajudar a garantir os bons resultados, mantendo o risco sob controle. Bolsa acima de 75.000 pontos liga novo alerta. Bolsa acima de 80.000 pontos seria um momento para uma possível venda de PIBB11.

5. PETR4. Não pretendo manter uma ação individual em meu portfólio no longo prazo. Portanto, acredito ser um investimento de curto/médio prazo. Um patamar por volta dos R$ 29,00 me faria vender a ação, até mesmo para, no caso da Bolsa continuar subindo, aliviar minha alocação em Ações,  que está no patamar de 30%.

6. Aportes Mensais. Como podemos observar, a alocação em Cash (poupança e/ou dinheiro parado na corretora) da carteira está acima de 3%. Este valor se deve ao fato da reserva das debêntures do BNDES. Reservei os 3 tipos de debêntures e como a liquidação será no dia 15/12, já deixei um dinheiro em conta corrente para este novo investimento.

Para ler mais sobre este tipo de investimento, consulte o excelente site Valores Reais, do meu amigo Guilherme, que novamente trouxe todas as informações sobre as quais precisamos saber sobre este tipo de investimento.

Conclusão

Seguimos confiantes de que uma diversificação adequada de uma carteira pode gerar excelentes resultados de longo prazo, além de um ótimo controle de risco. A rentabilidade de +11,78% no ano reflete um percentual em relação ao CDI de 135,91%, já incluindo todos os custos, sendo portanto, uma rentabilidade líquida.

Opinião dos leitores. Como estão seus investimentos amigos? Quais são suas metas para 2011?

Acompanhe o site HC Investimentos em diversas mídias sociais:



Carteira HC Investimentos – Outubro/2010 [+1,01%]

Mais um mês positivo para a Carteira HC Investimentos. Com uma rentabilidade de +1,01% no mês de outubro/2010, a carteira acumula +10,91% no ano. Um ótimo resultado para um ano em que a Bolsa está com uma rentabilidade de apenas 3,03%.

Comparação de Rentabilidade

Os Fundos Multimercados que utilizo como benchamarks da eficiência de minha gestão tiveram um bom mês, recuperando boa parte do atraso em relação ao mês anterior. Após este mês, 2 fundos superam o CDI e 2 fundos estão abaixo do CDI.

Acompanhe no gráfico abaixo a evolução da rentabilidade acumulada da Carteira HC Investimentos e de seus benchmarks.

A Carteira HC Investimentos continua superando todos os seus benchmarks em 2010.

O excelente fundo Verde da Credit Suisse Hedging-Griffo teve o melhor desempenho no mês [+2,84%], tirando boa parte da folga que eu havia conseguido após o mês de agosto. A diferença agora é de menos de 1%. O que vocês acham? Será que conseguirei fechar o ano acima deste lendário fundo que, no momento, está com quase R$ 2,5 Bilhões sobre gestão? Façam suas apostas! rsrs

É importante lembrar que o benchmark oficial sempre será o CDI, porém, ao adicionar os melhores fundos multimercados como comparação, traçamos um objetivo de se equiparar a indústria de fundos profissionais.

Que tal analisarmos em detalhes a Carteira HC Investimentos para compreendermos seu desempenho no mês e no ano?

Alocação Inicial | Outubro/2010

A alocação de uma carteira de investimentos é responsável por praticamente 90% de seus resultados no longo prazo. Portanto, mais importante do que market timing e a escolha de ativos (asset picking) é a alocação que você define para cada ativo de seu portfólio.

Caso deseje ver os detalhes de como chegamos à esta alocação veja os comentários que fiz sobre a alocação final no mês de setembro de 2010 sobre a Carteira HC Investimentos.

Rentabilidade dos ativos da Carteira no mês

Analisando a rentabilidade mensal de cada ativo podemos compreender o porquê do resultado de +1,01% da carteira HC Investimentos no mês. Em detalhes:

1. Renda-Fixa (+1,19%). A leve queda dos juros futuros foi responsável pelo bom rendimento dos títulos prefixados (LTN 2012 e 2013) e indexados à inflação (NTN-BP 15),  já que um diminução nas taxas reflete maiores preços. No geral, o resultado da carteira de Renda-Fixa, no valor de +1,19%, foi ligeiramente acima do CDI no mês, de 0,81%.

2. Fundos Imobiliários (+1,35%). A rentabilidade da carteira de Fundos Imobiliários ficou acima do CDI, com uma valorização de 1,35% contra 0,81% do CDI. Não houve nenhum destaque isolado neste mês. Podemos citar como destaque a rentabilidade de todos os FII acima do CDI, e sem IR. Como é bom investir em Fundos Imobiliários!

3. Câmbio (+4,05%). A carteira de câmbio teve um desempenho positivo de +4,05%. Tal valor foi totalmente influenciado pela excelente rentabilidade do Ouro no mês [+7,67%]. Somente no ano de 2010, o Ouro está com uma valorização de 29,04%. Impressionante não?!

Cautela! Apesar de todas às críticas a desvalorizando o Dólar frente à outras moedas em uma recente “guerra cambial”, não acredito que o Ouro possa manter esta alta rentabilidade no longo prazo. Portanto,  mesmo existindo algum fundamento para a valorização do Ouro (enfraquecimento da principal moeda mundial), o momento agora é de cautela em relação ao Ouro.

4. Ações (+0,66%). A carteira de ações, composta pelo ETF PIBB11 e pela Petrobrás (PETR4), teve um desempenho  inferior ao Ibovespa no mês, garantindo uma rentabilidade de +0,66% contra os +1,79% do Ibovespa. PETR4 detonando a carteira neste mês. rsrs

A “magia da alocação de ativos”. Durante meados do mês, ao atualizar minha planilha, notei que a PETR4, comprada a R$ 26,01, estava sendo negociada perto de R$ 24,50. Sua rentabilidade no mês já estava em -11%. Ao ver este valor logo pensei: “Putz, com certeza estou no negativo neste mês…”. Entretanto, ao atualizar todos os outros ativos, minha surpresa: +0,05%.

Alocação de ativos é isso! Ao dimensionar corretamente a alocação de cada ativo de seu portfólio, algumas perdas severas serão apenas uma leve brisa no conjunto total. Perder horas de sono pensando sobre todas as variáveis do plano de capitalização da Petrobrás? Não…Devemos sempre pensar no conjunto (na carteira) e definir bem a alocação que desejamos em cada ativo para não sermos surpreendidos. Afinal:

“O todo é maior do que a soma das partes”

Operações realizadas durante o mês

Nenhum operação foi realizada neste mês. Aproveitando o Dólar baixo, resolvi não investir em ativos financeiros, mas sim em ativos intelectuais. Paguei 2 cursos de Excel (um avançado e outro sobre VBA). Ambos, online, em inglês e, obviamente, com pagamento em Dólar.

Para os fanáticos por Excel, assim como este que vos escreve, clique nestes links para saber maiores informações sobre os cursos (Excel Hero Academy | VBA Boot Camp). Entretanto, eles já supõem que você tem uma boa bagagem, até porque são cursos mais avançados. Recomendo!

PS – Se você ainda não fez o downlaod gratuito da planilha para planejamento financeiro que desenvolvi, não perca tempo e clique neste link.

Alocação da carteira | Final de outubro:

Alocação Final. Não foram realizadas grandes mudanças na alocação da carteira, apenas um leve aumento na alocação em Cash (Conta Corrente).

Cenários e Estratégias

1. Renda-Fixa. Não pretendo mexer tão cedo na carteira de títulos públicos e privados. Somente uma grande variação nas taxas de juros futuros poderia dar margem para um possível realocação. No momento, estou satisfeito com esta alocação concentrada em pré-fixados e indexados a inflação.

2. Fundos Imobiliários. Esta classe de ativos está avançando fortemente em 2010, mesmo com uma subida na Selic. Como o fundo Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11) possui maior alocação em relação aos demais, os recursos de uma possível venda de lotes excedentes viriam deste fundo, trazendo a alocação para um patamar perto dos 3%, como os outros fundos.

3. Câmbio. Com o fechamento desta última sexta-feira (05/11/2010), o dólar está com uma cotação de R$ 1,678, patamar abaixo dos R$ 1,70 em que julgava ser um bom suporte de curto prazo para o Dólar. Assim sendo, vejo que possíveis novos aportes poderiam ir para o Dólar, visando aumentar um pouco a proteção de minha carteira.

4. Ações. Caso a Bolsa continue subindo forte, uma venda de PIBB11 pode ajudar a garantir os bons resultados, mantendo o risco sob controle. Bolsa acima de 75.000 pontos liga novo alerta. Bolsa acima de 80.000 pontos seria um momento para uma possível venda de PIBB11.

5. PETR4. Não pretendo manter uma ação individual em meu portfólio no longo prazo. Portanto, acredito ser um investimento de curto/médio prazo. Um patamar por volta dos R$ 29,00 me faria vender a ação, até mesmo para, no caso da Bolsa continuar subindo, aliviar minha alocação em Ações,  que está no patamar de 30%.

6. Aportes Mensais. Possivelmente irá para o Dólar visando equilibrar a relação risco x retorno da carteira, em busca de uma maior proteção, já que a Bolsa volta a estar próxima de seu topo histórico e o Dólar convergindo para perto de sua mínima alcançada em 2008.

Conclusão

Seguimos confiantes de que uma diversificação adequada de uma carteira pode gerar excelentes resultados de longo prazo, além de um ótimo controle de risco. A rentabilidade de +10,91% no ano reflete um percentual em relação ao CDI de 139,95%, já incluindo todos os custos, sendo portanto, uma rentabilidade líquida.

Opinião dos leitores. E vocês meus amigos? Como está a alocação de suas carteiras? A rentabilidade líquida neste ano tem lhes agradado? Como tem equacionado a relação entre retorno e risco de suas carteiras?

Expresse sua opinião nos comentários. Tenho certeza de que poderemos ter ótimas reflexões.

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