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IPCA e IGP-M: Inflação Histórica no Brasil

De acordo com o último relatório Focus do dia 11/02/2011 [link], espera-se uma inflação (IPCA) de 5,75% em 2011. As expectativas para o IGP-M em 2011 estão no patamar atual de 6,33%.

A alta inflação esperada, visivelmente acima da meta do Banco Central, em 4,5%, é um dos principais desafios para que nossa economia continue crescendo de forma sustentável. A preocupação é tamanha que já é esperada uma Meta Selic para o final de 2011 em 12,50%.

No artigo de hoje trago uma pequena análise sobre a inflação no Brasil desde o ano de 1995, período que sucedeu a efetivação do Plano Real, em julho de 1994.

Inflação Anual: IPCA e IGP-M desde 1995

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O gráfico acima traz a inflação anual dos dois principais índices de inflação, o IPCA e o IGP-M. Notem como o IGP-M é mais volátil do que o IPCA. Sua média anual neste período [ 1995 – 2010 ] é de 9,56% enquanto do IPCA é de 7,52%.

A única variação negativa da série ocorreu em 2009, quando o IGP-M registrou deflação de 1,71%.

O sucesso do Plano Real foi imediato, com uma inflação declinante no período de 1995 até 1998. Entretanto, entre os anos de 1999 e 2003, o dragão (a inflação) voltou a mostrar suas caras. No ano de 2002 o IPCA registrou alta de 12,53% enquanto o IGP-M registrou alta de 25,30%.

Últimos 5 anos. De 2006 até 2010, a inflação recuou para patamares “normais”, com o IPCA controlado entre 2,5% (limite inferior) e 6,5% (limite superior), de acordo com o sistema de metas de inflação do Banco Central.

Meta de Inflação do Banco Central

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Embora a inflação tenha recuado no período de 2002 até 2006, observamos uma inflação efetiva crescente nos últimos anos. Com o alto crescimento da economia, controlar a inflação será um dos fatores-chave para o sucesso do atual governo. Será que eles terão êxito em suas políticas econômicas?

Como se proteger da inflação? Como investidores, nunca podemos confiar na capacidade de outros agentes em cumprir suas metas e deveres. Devemos sempre considerar que o futuro é imprevisível e que realmente qualquer cenário possa ocorrer. E uma das maneiras mais inteligentes de se proteger contra a inflação é comprar títulos públicos indexados a inflação, através das NTN-Bs, ofertadas pelo Tesouro Nacional.

Retorno Esperado da NTN-BP 2015. Deste modo, o investidor terá uma taxa pré-definida + a variação do IPCA anual. A NTN-B Principal com vencimento em 2015 está oferecendo uma taxa atual de 6,58%. Logo, se o IPCA convergir para a expectativa de 5,75% que comentamos no início do artigo, teremos um retorno (bruto) de 12,71% em 2011. A taxa real já é a própria taxa oferecida, de 6,58%.

Vale lembrar que o cálculo correto não é a soma das taxa. Neste caso, o correto é: ( 1 + 0,0658 ) * ( 1 + 0,0575)  -1 = 0,1271.

Deixe sua opinião. Como você vê a inflação nos próximos anos? Qual tipo de investimento você utiliza para driblá-la?

Ilusão Inflacionária – Como calcular a rentabilidade real de um investimento?

Saber descontar a inflação do rendimento de um investimento é fundamental para sabermos qual foi a sua rentabilidade real. A inflação, sendo a responsável pelo aumento dos preços, deve ser descontada da rentabilidade de um investimento para que possamos fazer análises mantendo nosso poder de compra constante.

O Método Incorreto. O cálculo da rentabilidade real é, na maioria das vezes, aplicado de forma incorreta, provavelmente com o intuito de facilitar os cálculos, sendo a rentabilidade de um ativo menos a inflação no período. Logo, se a rentabilidade for 10% e inflação 5%, temos uma rentabilidade real de 5% (10% – 5%). Certo? Errado! O exemplo abaixo irá lhes mostrar o porquê esta metodologia é incorreta.

Bolsa brasileira em 1992. Voltemos ao ano 1992. Ibovespa neste ano teve um rendimento nominal de 1015,65%. Que maravilha não?! Não…pois ainda não sabemos se nosso poder de compra se manteve constante, ou seja, será que conseguiremos comprar aquele saco de arroz pelo mesmo R$ 1,00?

A hiperinflação pré plano Real. A inflação neste ano (1992) foi de impressionantes  1119,09%. Logo, subtraindo 1015,65% por 1119,09% temos -103,44%. Como vocês podem observar, o rendimento real pela metodologia incorreta foi menor do que -100%, que é o ponto limite para perdas, em que o investidor teria perdido tudo. Portanto, temos um problema com este tipo de cálculo…

  • A solução:

Resolver este tipo de problema é bastante simples. Ao invés de subtrair a inflação do rendimento do ibovespa, o método correto para se avaliar o rendimento real é descontando a inflação do retorno nominal. A fórmula adequada é: (1 + Ibovespa) / (1 + Inflação) -1. Logo, (1 + 1015,65%) / (1 + 1119,09%) -1 temos: -8,49%. Este foi o retorno real no ano de 1992 para a bolsa brasileira.

Lembre-se sempre de considerar os efeitos da inflação em seu planejamento, principalmente quando ela sair dos padrões “normais”. Não caia nestas ilusões nominais… Ter uma rentabilidade de 1000% no ano não é indício de que realmente você ganhou poder de compra. De que adianta seu salário subir de R$ 1.000 para 10.000 (10x) se o saco de arroz sair de R$ 1,00 para R$ 20,00 (20x)?

Para complementar a idéia deste artigo, disponibilizo abaixo a planilha com os cálculos do rendimento real para um período total, anual e mensal.

Faça o download da planilha HC Investimentos – Como calcular a rentabilidade real?

Clique para baixar (Excel 2007)

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